quarta-feira, 15 de abril de 2009

Deu "tilt" no Confraria

Como todo mundo percebeu, o Confraria passou um tempo fora do ar. Só que como os próprios membros não tinham tempo de cuidar do blog, ele ficou fora do ar e nem nós sabíamos por que. Até que depois de muito tempo e de comentários e questionamentos sobre quem teria tirado o blog do ar, eu decidi ver o que danado tinha acontecido. Adivinha? Spam, claro. A internet maluca achou que o nosso blog era spam. Mas como todo mundo também pode ver, o problema já foi resolvido. Agora só falta os confrades voltarem a postar.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Pensamentos soltos

Estive pensando muita coisa nos último dias. Todos os que eu fiquei calada. Às vezes não consigo pensar em voz alta ou o pensamento é muito fora dos padrões morais pra que eu possa externá-lo em palavras sem sofrer nenhuma sansão social. Mas enfim, eis que exponho alguns pensamentos que me vem à mente.
O primeiro deles é que eu preciso dormir, acho que essa história de que quanto mais velha a pessoa fica, menos ela dorme é conspiração do Estado pras pessoas trabalharem mais tempo e descansarem menos. Aí elas trabalham tanto que quando surge a oportunidade de se divertirem, ficam tão cansadas que se divertem pela metade.
Fico pensando se deveria ter acreditado nos meus pais quando eles me diziam pra eu aproveitar enquanto era adolescente e me divertir aos borbotões porque quando eu tivesse mais responsabilidades isso ía mudar. Na época eu fiquei chateada porque eles achavam que eu não tinha responsabilidades, como se estudar não fosse uma responsabilidade e tanto. Hoje eu entendo que estudar pelo menos deixa um horário livre pras farras.
E como o meu pensamento é mais rápido que bala no deserto, já vou mudando de assunto e quero saber porque as pessoas não podem se livrar desse consumismo tosco e viver alegremente na criatividade. Tudo é dinheiro! O natal tá chegando e o dinheiro não veio, então a solução é procurar presentes charmosos, criativos e baratos. No caso, de preferência, quase de graça, já que vou utilizar coisas que já tenho. Não que eu ache que não se deva dar presentes. Na verdade eu adoro presentes, receber e dar. É muito bom ver que a outra pessoa ficou feliz com a sua lembrança ou que o outro pensou em você. E até gosto do natal por causa disso, as pessoas lembram mais umas das outras. Apesar de que eu era mais lembrada quando era criança...
Às vezes eu falo um monte de besteiras que nem acredito piamente e meu pai me olha com uma cara como se ele tivesse criado um monstro. Fico pensando se estrago a minha brincadeira e explico pra ele que só faço isso pra ele ficar com essa cara de "eu criei um monstro"...
E a crise fantasma que não cehou no meu bolso ainda mais que é tão falada por aí que eu fico pensando se vou ser demitida do meu emprego em que nem contrato eu tenho. E o melhor é que parece um formigueiro em pânico, com formiga correndo pra todo lado e se trombando e ninguém nem se mexe para arrumar uma solução. Acho que as pessoas deveriam ver Formiguinha Z, talvez elas se unissem para acabar com o mal em comum.
Enfim, só pensamentos soltos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Pesadelo

Ontem eu tive um sonho estranho. Quer dizer... Não foi um sonho. Foi mais um pesadelo. Só podia ser um pesadelo, pois tive a ligeira impressão de ouvir pessoas gritando e crianças berrando.

Lembro que foi algo assustador. Em um momento, pude ver mães e filhos se afogando, crianças berrando ao ver sua casa arrastada pelas águas da chuva interminável. Tive a impressão de ver um senhor sentado em uma pedra, chorando a perda de sua casa, onde estava seus 70 anos de vida.

Quando eu já estava me sentindo sufocado, a visão do alagamento foi embora. Terminei sendo arrastado por um mundo em guerra. Centenas de corpos eram retirados de escombros. Pessoas gritavam por seus filhos perdidos. Bombas e explosões tomavam conta de tudo. Uma cidade em chamas... Um mundo destruído... Um mundo aos pedaços.

Cheguei a pensar que aquilo nunca ia acabar, que o pesadelo jamais teria fim.

Pensei que ficaria preso naquele mundo para sempre.

Mas fui salvo pelos comerciais...

O Jornal Nacional foi para o intervalo e as lembranças das desgraças humanas foram varridas pela família feliz da propaganda de um Shopping qualquer.

Audrofonso Araújo III

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Conto da Pitoca Boa

Vou começar logo com um protesto.

Que porra é essa que homens pensam que só as mulheres que tem que ir no médico cuidar da saúde sexual de ambos???

O roteiro simbólico é:

- Amor, vamos transar?

– Oi?

– Tran-sar.

– Mmmmm... Pode ser, amozinho da minha vida.

- Você já foi ao médico? Quero dizer, ta tudo certo com você?

- Está, mas vou novamente, assim que der (para saber se VOCÊ está em dia, pensa ela, entre a cruz e a espada).

Fico pensando se é burrice demais, confiança demais, ou desapego demais a vossas pitocas. Porque, veja você, provavelmente você já teve muitas moças rolando debaixo dos seus lençóis, e acredite, não ache que com ela é tudo diferente, apesar de que você deve acreditar nisso, com fé, muita fé. Então imagina se só as mulheres precisam saber se está tudo em dia? Agora, anotem aí, existe uma especialidade médica que cuida de pitocas chamada ANDROLOGIA. Não é cu. É pitoca. O cu é do urologista. É ele, aliás, que vai meter o dedo no seu cu, pra saber se ta tudo bem com ele. E, caso você não saiba, se você for acompanhado por um andrologista pela vida toda, o cu pode se isentar de receber o infeliz e temível dedão, daqui, a 15, 20 ou sei lá quantos anos faltam para o preventivo do câncer de cu.

Então o recado é: cuide da sua pitoca agora para não levar uma dedada nos infernos. Se você quer morrer sem cagar pra dentro.

Conheço dois casos muito próximos de homens que não cuidavam das pitocas e acabaram encrencados. O primeiro deles traiu a esposa, adquirindo Herpes Genital (eu também soltei vários arghs e ecas). Vá lá que ele é muito burrinho, mas passou pra ela, e claro que ela deu um belo chute nele porque, né? Algum dos dois tinha trepado com um lixo que sabia gemer. A outra, coitada, chegou a perder o útero por causa de complicação. Dependia de saúde pública, marido traiu, pegou doença, e acabou com a vida da outra. E a anta ta firme e forte com ele, e sem o útero. :s

As namoradas e amigas-trepantes de vocês são inteligentes, não se iludam. E se os dois forem inteligentes, até posso garantir que vão querer usar muitas camisinhas, mas o sexo não vai se resumir ao entrar e sair de pitoca num buraco úmido. Então, se um dos dois tiver doente, não vai adiantar, né não? Doente, em sexologia, é portador de alguma coisa, desde uma infecção SEM sintomas (doença pode não ter sintoma algum), até uma coisa punk, tipo AIDS. Só que um dos dois vai ter que ir no médico, e geralmente sobra para a mulher, porque ela ainda quer ter um útero decente. E então, ela vai, verificar se está tudo ok com ela.

E plim, você, HOMEM PALHAÇO, solta a pérola: não se preocupe querida, estou limpo, nunca trepo sem camisinha, e os dois embarcam no conto da pitoca boa. Fazem amor como nunca haviam feito e, caralho, ele não foi no médico!!!

A mulher se fudeu, fez quinze exames, e o palhaço vem e caga tudo. Por que ele não pode ir num andrologista? É ferir demais a dignidade masculina? Porque a mulher pode passar 4 horas na fila de uma ginecologista (e todas as grávidas passam na frente, quando não querem parir no horário que é dela), para ficar arreganhada para estudo. Depois ela passa 21542 exames entre exames de sangue, ultrasons, apertões nos seios, e também passam por um pau de plástico com direito a camisinha para sentir o útero, além de coletas de secreção para exame citológico feito numa sala escura por uma enfermeira com sovaqueira às 6h10 da manhã... A gente agüenta? Ah! Ela não te contou não é?

O homem só precisa fazer uma coisa. E ele não faz nunca. Primeiro porque são uns chatos mongóis e depois porque as mulheres não exigem! Que erro!!!

Pois bem. Como eu sou uma revoltada, mas mui amiga, vou dizer logo que em qualquer cidade há váaaaaarios andrologistas, e que, suas mulheres-trepantes, a partir de agora, vão começar a exigir tais exames. (WWW.google.com // pesquisa andrologista + sua cidade, vai aparecer todos eles, e sim, com telefone e endereço). E sabem porque? Porque estão cansadas, todas as vezes trocam de namorados, fazem mil exames e eles sempre tem algo como uma clamídea, ou sei lá mais o quê. E elas gastam dinheiro e tempo no tratamento. Um SACO!

Agora vê, as amigas que você comem, né? Vão avisar muuuito se tiverem bichadas... Então, se virem. Porque mesmo que você namore direitinho depois de um passado com muitas amigas –trepantes, o exame vai dizer: seu passado te condena!

Agora, seguem as dicas:

A mulher (ou você nela) não faz exame de mama? Sabia que você deve fazer isso com seus testículos? Se tiver algum nódulo, caroço, etc, vai logo procurar o médico, sem pensar duas vezes, para fazer uma ultrassommm fantástica. Uhuuu! Vão passar um gel gelado e uma coisinha sensível que você vai ver LOS OVOS numa telinha fantástica.

Quanto às outras doenças que você pode ter, relaxe, em geral são coisas simples que são resolvidas com antibióticos e os exames também são simples, sangue e coleta para teste citológico (em laboratório), e que você vai gastar pouco tempo para ficar limpo de vez. E quer saber, você ta fazendo isso por você mesmo, né não? 95% dos casos são resolvíveis. Alguns deles podem te complicar se não for na porra do médico, to falando!

E se você ignorou esse recado, que deus te proteja dos dedos dos infernos no teu cu caso você precise cagar pra dentro, seu merda. Um merda cagando para dentro. Merece muitos dedões.

Mas caso precise de ajuda, mande um email para mim com o assunto “minha pitoca caiu” para confrariadogrito@gmail.com, em nome de Perfídia Maria.

Um beijo se a pitoca tiver boa, na pitoca. Na boa.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

De mim...

Restos mortais de dignidade sob escombros da infelicidade. Aquele dia poderia ter terminado em mais choro, já não bastasse o encharcamento do meu travesseiro quente. Poderia ter terminado em solidão, em mais angústia, em morte. E terminou. Morreu todo o entendimento sobre aquela dor que sentia, aquele vazio que se instalava abruptamente em todo meu corpo. Eu só pensava nele, só queria ele, a pele dele. E tudo que eu quis, não pude ter. Para ser menos eu, um pulo. Morri por um dia. Minhas lágrimas não tinham mais gosto, meu rosto estava vermelho, inchado. Desconfigurava mais e mais, e não achava ruim. Queria não me reconhecer... Acabou-se a vontade de tudo. Acho que Deus pensou bem em ter que colocar algumas coisas involuntárias. Não queria respirar, queria não ouvir, e se dependesse de mim, não ia acontecer. Mas as horas haveriam de passar.

Nasceu o sol, e eu voltei a ser só amor.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Um Salto para o Vazio

Por que a mídia faz vista grossa para o suicídio? Pra não incentivar outras pessoas a se matar? Ah, me poupe! Existem muitas formas de falar de suicídio sem influenciar ninguém a cortar os pulsos ou pular de um prédio. Por exemplo, por que não falar de segurança nos prédios em que as pessoas pulam? Não pode botar grades por causa de um possível incêncio futuro em que as pessoas precisarão sair pelas janelas, então coloca-se câmeras de segurança e homens rondando o prédio. Por que não divulgar o trabalho dos psicólogos? Muitos serviços são gratuitos. Talvez se a compreensão fosse praticada, o respeito às diferenças, as pessoas não se sentiriam tão culpadas por serem diferentes, tão excluídas socialmente, e talvez menos delas tentassem tirar a própria vida, ou a de outras pessoas. Talvez, se a mídia discutisse o assunto, com responsabilidade, não fossem tão comuns os casos de suicídio.

Maviosa Grulha

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A extinção das boas moças

O picadeiro está solto esta semana. O primeiro caso foi só para comprovar que nós, deste gênero cheio de artemanhas, de fato, é imprestável. Digo isso porque uma conhecida moça, dessas todas boazinhas, cuti-cuti, que não consegue mandar ninguém ao devido lugar que lhe é merecido, sofreu uma decepção mais que amorosa, mas também fraterna. A dita cuja, que neste espaço nomino Desenhista, expressava bastante amizade pela moça do nariz vermelho. "Melhores amigas", diziam elas. Vou ser breve. Havia um homem na história. Denomino-o por Desafinado. Pois bem. Assim se deu o fato. Desafinado teve um affair sério com a moça do nariz vermelho, que por sua vez contava tudo para a Desenhista. O casal namorou e viajou junto. Porém, dado o destino, tiveram que se separar, mas supostamente ainda se gostavam. A moça ainda gostava dele quando a palhaça desenhista em questão - desdenhando da força do controle emocional - resolveu manifestar que estava apaixonada pelo ser que tomou o coração da amiga. Elas moravam juntas, como amigas-irmãs. Deu-se o caso. Os palhaços tiveram uma semana de sexo animal, e fizeram tudo que poderiam não ter feito. Perderam a amizade da boa moça, que, pela primeira vez na vida, teve vontade de bater em alguém. Em dois alguéns.

Boas moças, meus caros, estão se exinguindo. E eu me pergunto, cada vez mais, se somos humanos ou bichos.

Nota de roda-pé: ele não valia a pena, era pequeno, cerca de 1m60cm, magrelo, não sabia cantar, e tinha um jeito meio gay de ser, além de ser criado pela avó materna.

Perfídia

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

É hora do pagamento

Sou só eu, ou o mundo ficou estranho de repente?

Um misto de medo, desconfiança e desespero no ar.

Acho que é essa sombra saindo debaixo do armário... da cama... do tapete... De todos essas frestas onde escondemos nossos erros e fracassos. Onde achamos que iam estar protegidos, escondidos. Esquecidos por toda a eternidade.

Parece que estávamos errados. Nossas falhas não vão esperar cem anos para aparecer. Não serão nossos netos a pagar as dívidas. Pelo visto, os credores já estão batendo à porta lá fora. Querem o dinheiro de volta.

Com direito a juros e correção monetária...


Audrofonso Araújo III

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Empresários X Funcionários

Às vezes fico me perguntando, em momentos de seriedade que, sim, tenho na vida, sobre o que passa na cabeça de empresários e funcionários. Hoje o pessoal da empresa foi almoçar, e descobri que na primeira oportunidade eles vão embora. Isso vai acontecer porque todos eles estão insatisfeitos com o chefe, que quer cortar despesas. Sabe, tem gente que ainda não sabe sobreviver no mercado. Eu digo isso porque tudo passa, e só a relação e as lembranças ficam. O melhor que pode ser dado a um funcionário é retorno. E cara, as pessoas trabalham pra ganhar dinheiro! Não são máquinas, passam mais tempo trabalhando que em casa, pra dar comida ao filho pequeno. Ai tem que escutar um chefe tipo assim, - ta pronto? Vamos cortar isso, vamos fazer assado. Quando você bem sabe que, oi? Assar vai queimar todo mundo. Mas porra, será que quando eu tiver meu próprio negócio eu vou pensar mais em dinheiro, ou mais em fazer funcionários renderem? E até onde está o limite entre as duas coisas? Gente, funcionário feliz é ganhar dinheiro. Vamos lá. Tem uma loja, você tem a loja e o funcionário. Ok? Daí você briga com o funcionário, ele ta lá só porque precisa do dinheiro. Chega cliente A. Cliente A vai comprar? Não, né? Se funcionário não ta a fim de vender, ninguém compra. Bem, só se for a pulso. Mas cliente é chato, sabe né? Ai quem perde? O dono do negócio. Negócio começa a ficar mole, a cair, e a se queimar com mais e mais clientes do alfabeto. E depois? Cair, cair, cair. Nem a pílula azul resolve, meu filho. Em tempos de crise, melhor prestar atenção pra subir vez ou outra, só por garantia.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

desabafo

Faz um tempão que não grito, que na verdade não tenho forças pra gritar.
Sinto uma tristeza imensa, uma angústia assustadora, algo que não tem nem tamanho...
Pode até ser que a TPM esteja aumentando essa angústia, transformando-a em uma coisa bem maior do que ela deveria ser.
Porque qualquer coisa é motivo de choro, de descabelamento, de dor de cabeça e vontade de fugir pra um lugar longe, longe, longe...
Eu quero ir pra longe disso tudo.
Quero me isolar e voltar apenas quando tiver forças pra ser feliz outra vez!

Carmelita Oliveira

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A crise no meu quintal

Como pode ser que eu, um mero estagiário de jornalismo, residente em Olinda, no Nordeste brasileiro, já esteja sentindo os efeitos da crise que assola os Estados Unidos, que fica do outro lado do oceano (não sei se é Índico ou Atlântico e não estou com saco de procurar no Google)? Por que é que eu, que nem de fast food gosto, tenho que pagar o pato das besteiras dos filhos do Tio Sam? Eu não comprei casa nova, não dei calote em ninguém, não depositei minhas economias no Lemons Brothers, não fui à nenhuma guerra imbecil e nem estou tentando comprar dólar, pois acho um dinheiro besta demais. Sinceramente, não tem nada a ver o cú com as calças!!

Só para se ter uma noção de como as coisas estão ficando feias, vou dar dois exemplos.

Sou chocólatra por natureza. Não passo um dia sem comer um pedaço de chocolate e ontem, quando fui comer aquele velho bombom caseiro, que um senhor vende lá no estágio, num é que ele vei com umas histórias de aumento. O doce, que antes era um R$ 1 real, estava custando R$ 1,20. Como assim?? Um aumento de 20% no preço do bendido de um dia pro outro. "Sabe como é né, o preço de tudo tá aumentando, a gente teve que aumentar também. É a crise americana meu filho", disse ele.

Pra completar a festa, fui jantar agora de noite, e pedi aquele velho suco caseiro, que custa R$ 0,50 centavos. E num é que a vendedora disse que, a partir de amanhã, ele passaria a custar R$ 0,60 centavos. Calma lá companheira, num é assim não. Como pode? "Sabe como é né. Tá tudo subindo. Temos que repassar o aumento pra todo mundo. A crise americana tá deixando os preços pela hora da morte", desculpou-se ela.

Pois que morra minha senhora. Por que assim não tá dando certo. Eu nunca tive nada contra os americanos, tirando o fato de que são uns metidos, que se acham o dono do mundo, eu até que achava eles engraçadinhos. Mas do jeito que a coisa vai, to correndo agora mesmo para o Banco do Brasil para tirar os últimos R$ 20 reais que sobrou do meu salário e estão no Banco do Brasil.

É melhor prevenir né... vai que o BB resolve quebrar também.

Nunca se sabe... Esse é todo o dinheiro que tenho até o final do mês.

Audrofonso Araújo III,

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Outros tempos

Quando se está vivendo uma fase vagabunda da vida, como eu vivo agora, é mais fácil prestar atenção a certos detalhes da vida. Coisas que, antes, passariam despercebidas, graças a um mundo cheio de stress e outros fatores que ocupam nossas cabeças. Só quando se é adulto, e não se faz nada quase o dia todo, é possível perceber como os desenhos animados atuais são ruins.

Na minha opinião, infelizmente, as nossas crianças correm sérios riscos de ficarem mongolizadas ao assistir determinados tipos de coisa... atualmente, todo desenho tem que ser feito no computador, e ter um traço forte com personagens meio deformados que vivem conflitos existenciais do tipo ‘o menino que tem uma babá chata’, ou ‘uma esponja que vive no fundo do mar e tem amigos com problemas psiquiátricos’... O que uma criança aprenderia com isso?

Só sei que sou old school, e prefiro os desenhos animados politicamente incorretos, onde distribui-se pancadas gratuitamente, os personagens fumam de tudo, roubam, aplicam golpes ou enganam... Esses sim, só ensinam coisas que podem ser utilizadas durante toda a sua vida na maioria das suas relações pessoais. Hoje, vejo os restos da minha infância acabados diante da tecnologia e modernidades que, obrigatoriamente, devem estar presentes nos desenhos de hoje. Tudo é muito fofo.

Até as antigas Tartarugas Ninja agora possuem uma série na qual elas foram para o futuro, e possuem armas laser e armaduras. Pelo menos, ninguém pensou ainda em fazer um remake politicamente correto do Chaves (com algum ator do “quilate” do Cabeção da Malhação no papel principal)... Mas, um dia, isso vai acabar acontecendo. E será o fim de tudo.

Immanuel Rotten

domingo, 5 de outubro de 2008

Confraria! Confraria!

U-hu!!!! hoje é o aniversário do Blog e acabou! Ha-ha u-hu, é o Confraria!
Caros Confrades Gritadores (sejam os do lado de cá ou os do lado daí),
É com enorme prazer que escrevo este memorando de felicitações a nós mesmos por 1 ano de blog. Por 1 ano de gritos, de externações. Pelos gritos que ficaram presos na garganta, pelos que relutaram em sair, pelos que foram mais rápidos que o pensamento.
Pelo prazer único de gritar.
Parabéns pra nós, gritadores oficiais.
Parabéns para vocês, gritadores em seus próprios blogs, em seus próprios mundos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Não podemos esquecer das eleições

Né que o aniversário do blog é justamente no dia das eleições. Medo disso!
Bem, é o momento de todo mundo gritar. Talvez se a gente gritar bem forte, o Brasil muda. Talvez não, mas pelo menos a gente disse o que queria.
Votem conscientes, mesmo que não seja o voto perfeito.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Selo comemorativo

Dando continuidade às comemorações de 1 ano do blog, lançamos o nosso selo comemorativo. Em duas versões, que a vida só presta em dose dupla e com muita gritaria. E como festa é para comemorar com os amigos, o selo vai para os nossos leitores mais assíduos: Camila, Kenia e Jubliana. Meninas podem escolher o selo de sua preferência.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Balanço de 1 ano

No próximo domingo, dia 5 de outubro, o Confraria estará completando um ano de vida. Isso mesmo senhores, já vai fazer um ano, desde que foram postadas as primeiras linhas nesse espaço. E assim como as crianças de um ano, ainda estamos engatinhando na arte de fazer blog. É claro que temos muitas falhas, acho que isso é bastante comum, quando um grupo de amigos se junta para fazer aquilo que mais gosta, que no nosso caso é escrever.
Também sofremos muito com os altos e baixos. Enquanto postávamos muito em um determinado mês, não postávamos quase nada no mês seguinte. Isso é o que dá unir cinco pessoas completamente atoladas com faculdade e estágios. Às vezes não sobra tempo nem pra postar no próprio blog. Eu que o diga, já que fiquei alguns meses sem dar as caras por aqui. Mesmo assim, acredito que esse ano foi muito mais de aprendizado e acertos do que de erros.
Nesse período também mudamos bastante. Às vezes pra melhor e outras pra pior. Algumas vezes por que precisávamos mudar e outra porque mudar era só o que tínhamos a fazer. Mas acredito que, finalmente, achamos nossa cara definitiva. Acho que essa garotinha gritando lá em cima simboliza muito bem o que fazemos. Gritamos para todos e por todos. Não importa se estarão nos ouvindo ou entendendo. Nós só queremos gritar. Coisas boas ou ruins, felizes ou tristes, importantes ou bobas. A única coisa que importa é o grito. E acho que nisso, nós atingimos o objetivo.
Por isso, queria aproveitar esse post para parabenizar aqueles que, de alguma forma, estiveram presentes nesse primeiro ano de Confraria: Maviosa, Carmelita, Perfídia, Dédala e nosso confrade mais novo Immanuel. Sem contar os vários amigos que contribuíram com sugestões e comentários no blog. Não vou citar ninguém, pois com certeza vou esquecer alguém. Mas é isso ai, sintam-se todos agradecidos.
Bom, acredito que é só isso mesmo. Vou ficando por aqui. E só pra lembrar, também estamos aceitando sugestões para melhorar o blog. Quem tiver idéias ou sugestões legais, é só publicar nos comentários ou escrever para o e-mail: confrariadogrito@gmail.com. Pode apostar que vamos receber com muito carinho.
Sem mais,
Audrofonso Araújo III

sábado, 27 de setembro de 2008

Dia de quê, mesmo?

Ontem tava lendo um blog de uma garota. Ela dizia que estava completando 2 anos e 4 meses de casada, mais 6 anos e 10 meses de namoro e sei lá mais quantos de queijinhos anteriores. Bem, vai lá que as pessoas acham isso importante e tal. Mas não precisa tanto, né? Relacionamentos precisam ser saboreados todos os dias, e não importa comemorar todo mês, um dia importante assim. Imagina a gente fazer aniversário de vida todo mês? Aliás, coisa muito mais importante... Tem gente que exagera até mais, viu? Pra mim, namoro bom não precisa ficar contando. Quando você sentir, vai olhar pra trás e dizer: - Caramba! Quanto tempo, parece que foi ontem nosso primeiro beijo! Fala sério, isso é porque é bom demais né?. Conheço uma senhora que faz “festinha” 4 vezes no ano. E olhe que já tem pra lá de 50... O dia do namoro, o dia do noivado, o dia da transa, o dia do casamento... Gente minha, sem essa ordem, claro. É muita nóia, né, não? Depois fica brigando com o carinha porque ele não se lembrou... Ai povo besta.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Chip

A humanidade inventa tanta coisa, a gente vive imerso em tecnologia, tem máquina pra encher copo d'água, máquina pra limpar a bunda, máquina de lavar pratos, roupas, robô que varre casa, cachorro que cuida de bebê, computadores super potentes que descobrem qualquer coisa. Até satélite no espaço que mostra onde a gente está em alta definição tem. Aí eu pergunto: por que danado num inventam um chip de consciência com entrada USB e cabo para transferir informações da minha pessoa para os outros e dos outros para a minha pessoa? E Olhe que hoje nem precisa mais de cabo que já tem tecnologia sem fio.
Mas não. Ninguém inventa uma coisa assim, aí fico eu sem saber o que se passa na mente dos outros e os outros não sabem o que se passa na minha, e aí fica um mal entendido danado, o dito pelo naõ dito, e até mesmo o dito pelo dito mas não entendido. Ah, vai entender!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Poema besta

Se um dia eu ficar perdido e sem rumo?
Sem norte e sul ou leste e oeste.
Se eu disser que sou Conan, o Bárbaro, ou Merlin, o Mago?
Se eu disser que Newton foi um tolo,
e Einstein não passa de um bobo?
Se eu te provar que dois mais dois são cinco,
e que o céu gira em torno de mim?
...
E se eu disser que não sei a finalidade desse poema,
que só o escrevi, porque a primeira frase era bonita,
e seu tema, era um ótimo começo de um dilema?

* Da série Poemas que Escrevi no Segundo Ano do Ensino Médio

Comentário: Meio besta que nem eu, mas tenho que confessar que foi um dos que eu mais me diverti escrevendo.

Audrofonso Araújo III

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O paraíso

Quem já passou por uma depilação sabe como ela pode ser um processo doloroso e angustiante. Mesmo a depilação com lâmina tem seus riscos e dores, como cortes e alergias. O melhor é fazer com cera que o efeito é duradouro. Mas nem sempre a coragem deixa, já que é o método mais dolorido. Ser mulher é fogo! Apesar que muitos homens também estão aderindo a moda. Acho que nem eles são muito fãs de fazer a barba todo dia.
Mas se eu disser que ontem eu fiz depilação com cera e não doeu alguém acreditaria em mim? Acho que não. Na verdade nem eu mesma acredito ainda. Fui num salão novo por causa de um cartaz gigantesco anunciando uma promoção maravilhosa e que chegou em um momento propício até por demais. Meia perna, virilha, axila e sobrancelha por R$25,00. Uau! R$25,00? Vamo simbrora então.
Fui, né? Chegando lá, tirei a roupa, deitei na mesa de tortura, ops!, na mesa de depilação e a depiladora pegou uma potoca de cera de um baldinho e tacou na minha perna. Na verdade foi em metade da perna. Olhei pra ela desconfiada e perguntei se ela iria tirar tudo de uma vez. Quando ela respondeu toda calma que sim, eu só faltei ter um treco. Mas tudo bem. Num tinha tanto cabelo na perna assim e num é um lugar que dói de verdade. Ela puxou e eu não senti nada. Pensei logo que ela tava quebrando os pelos ao invés de arrancar com a raiz. Pedi pra olhar. Lá estavam os bulbos dos pêlos. Fiquei quieta.
Terminada a perna a mulher subiu pra virilha. Tacou mais uma potoca de cera e eu olhei pra ela em pânico, aterrorizada. Moça, a senhora num vai puxar tudo de uma vez não né? Ah, minha filha com essa cera é tudo de uma vez. Mas moça, aí a pele é mais sensível. Eu sei, relaxe. Você nunca fez depilação com essa cera antes num foi? É nunca. Ué cadê a cera? Já tirei. Como assim já tirou? É tirei.
Nessa hora o queixo começou a descer. Lá vem ela subindo com aquele balde de cera quente pra minha axila. E nessa parte tenho uma coisa a confessar. Eu não tive tempo de fazer depilação com cera, por isso devo ter raspado o sovaco (palavra horrível, mas que define bem o estado que minhas axilas se encontravam) umas três vezes, o que aumenta a dor na hora da depilação. E, portanto, já sabendo que a depiladora era maluca e do meu crime de raspar a axila, me confessei a avisei a moça da meu ato insano e pedi delicadamente que ela tirasse de pouquinho. Ela nem ligou e tacou o montão de cera. Olhou pra mim e disse: Como seus pelos nascem em direções diferentes vou puxar por diferentes lados. Tá certo né? Num tem o que fazer mesmo.
Nessa hora doeu. Foi como se alguém arrancasse o esparadrapo. Mas os pelos saindo que é bom, num senti foi nada. Não sei se é porque a cera é um pouco mais quente ou se tem algum produto milagroso nela.Ou se sou eu que estou ficando insensível a dor. Só sei que eu sou uma pessoa peluda e que a mulher fez depilação em mim em menos de meia hora e não doeu.
Vai ver eu cheguei ao paraíso.