terça-feira, 11 de novembro de 2008

De mim...

Restos mortais de dignidade sob escombros da infelicidade. Aquele dia poderia ter terminado em mais choro, já não bastasse o encharcamento do meu travesseiro quente. Poderia ter terminado em solidão, em mais angústia, em morte. E terminou. Morreu todo o entendimento sobre aquela dor que sentia, aquele vazio que se instalava abruptamente em todo meu corpo. Eu só pensava nele, só queria ele, a pele dele. E tudo que eu quis, não pude ter. Para ser menos eu, um pulo. Morri por um dia. Minhas lágrimas não tinham mais gosto, meu rosto estava vermelho, inchado. Desconfigurava mais e mais, e não achava ruim. Queria não me reconhecer... Acabou-se a vontade de tudo. Acho que Deus pensou bem em ter que colocar algumas coisas involuntárias. Não queria respirar, queria não ouvir, e se dependesse de mim, não ia acontecer. Mas as horas haveriam de passar.

Nasceu o sol, e eu voltei a ser só amor.

2 comentários:

Du disse...

Que bom que o sol voltou! Na verdade, ele sempre volta, basta um pouquinho de paciência. Mas eu sei que é difícil dizer isso ao sofrimento quando ele insiste em torturar nossa ânsia de viver um amor que foi transformado em dor.

Gostei muito do texto!
Beijos, bom dia!

Fabio Fernandes disse...

Uma pena não ter nada ao alcance pra se fazer. Tem coisas que só servem para nos fazer sentir impotentes, pois às vezes não há nada pra remediar, e nem remédio pra tanta dor.

Sorte a sua q o sol voltou..

Bjos.