Na primeira vez que o vi, a sensação era pânico. Ele era o assaltante, enquanto eu era o assaltado. O encontro foi rápido. Só o tempo necessário para ele subir no ônibus, render todo mundo e fazer a coleta do dinheiro. Eram três garotos. Nenhum deles usava capuz, mas foi ele que me chamou a atenção. Não foi o fato de ele ser negro, forte ou ser novo demais (acho que ainda tinha 17). Foram seus olhos. Eram olhos vazios, perdidos. Como se aquele fosse o último suspiro. Por um instante, cheguei a ter pena. Mas foi só por alguns segundos. Ele tomou minha carteira e desceu do ônibus.
A segunda vez que o encontrei foi alguns meses mais tarde. Daquela vez, minha sensação era de revanche. Ele era o réu, enquanto eu a testemunha principal. Dessa vez não foi tão rápido, durou quase cinco horas. Foi só o tempo de todos os envolvidos prestarem depoimento, do juiz dar a sentença e ele ser condenado a alguns anos de prisão. Daquela vez, seus olhos voltaram a me chamar a atenção. Continuavam perdidos no vazio.
Alguns anos mais tarde, voltei a encontrá-lo. Dessa vez, o encontro foi mais rápido que os outros dois. Foi na porta da minha casa. Eu estava chegando, à noite, e ele estava esperando. De longe, eu vi a arma na mão dele. Não corri, não gritei, não virei a cara. Naquele momento, todo o meu corpo era resignação. Foi só o tempo de ele chegar perto, levantar a arma e puxar o gatilho. Morri com aquele olhar na memória. Os olhos perdidos foram as últimas coisas que vi.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
replico o grito: pReCisAmOs De IdEaIs
Se a gente for parar pra ver as coisas como elas realmente são vamos encontrar um mundo de cabeça pra baixo. Lendo o texto do meu amigo Audrofonso, do dia 21 de julho, Precisamos de Ideais, também pensei sobre a questão.
Tenho alguns amigos, com alguns compartilho idéias, com outros vou além compartilho ideais também. E quando li o texto de Audrofonso percebi que pensando dessa maneira, estava enfraquecendo meus ideais, aquilo no qual acredito. A partir do momento que separo amigos por idéias e ideais, já deixei de ter ideais. Porque desde quando decidi separar com quem discutir certos assuntos ou questões já deixei de dar a real importância aquele ideal.
Mas fiz isso, talvez até pra não perder alguns amigos que tão pouco se lixando pra certas discussões. Mas também admito que de certa forma isso me angustia. Até porque não são ideaaaaaaais assim revolucionáaaaaaaaarios, são questões que dizem respeito a toda sociedade, que fica ali parada diante daquilo como se não fosse também responsabilidade sua o que acontece a sua volta.
Audrofonso, as pessoas não só esqueceram, perderam ou não procuraram ter ideais, elas simplesmente esqueceram do outro e por isso se sentem tão só...
Precisamos de ideais. Concordo. Precisamos também lembrar que vivemos em sociedade e por isso somos responsáveis pelo outro. Daí em diante os ideais surgirão, serão muitos, muitos, pelo bem de todos/as.
Tenho alguns amigos, com alguns compartilho idéias, com outros vou além compartilho ideais também. E quando li o texto de Audrofonso percebi que pensando dessa maneira, estava enfraquecendo meus ideais, aquilo no qual acredito. A partir do momento que separo amigos por idéias e ideais, já deixei de ter ideais. Porque desde quando decidi separar com quem discutir certos assuntos ou questões já deixei de dar a real importância aquele ideal.
Mas fiz isso, talvez até pra não perder alguns amigos que tão pouco se lixando pra certas discussões. Mas também admito que de certa forma isso me angustia. Até porque não são ideaaaaaaais assim revolucionáaaaaaaaarios, são questões que dizem respeito a toda sociedade, que fica ali parada diante daquilo como se não fosse também responsabilidade sua o que acontece a sua volta.
Audrofonso, as pessoas não só esqueceram, perderam ou não procuraram ter ideais, elas simplesmente esqueceram do outro e por isso se sentem tão só...
Precisamos de ideais. Concordo. Precisamos também lembrar que vivemos em sociedade e por isso somos responsáveis pelo outro. Daí em diante os ideais surgirão, serão muitos, muitos, pelo bem de todos/as.
Carmelita Oliveira
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
eu grito: AMO
Se tratando de um relacionamento amoroso me perguntei uma vez qual a definição de querer bem, de paixão e de amor. Na verdade me perguntaram e eu respondi com a mesma pergunta. Afinal, existe diferença entre paixão e amor? Bem, a resposta é sempre a mesma, apesar dos significados se confundirem. Dizem por aí que paixão é aquela coisa avassaladora, que toma conta de você em pouquíssimo tempo, uma coisa assim arrebatadora. Ufa!!!! Só de pensar nos significados já fui ficando sem fôlego.
Já o amor é um sentimento mais forte, mas que vai sendo construindo aos pouquinhos, de grão em grão, é aquela coisa assim, que se resume sempre em: companheirismo, amizade, confiança, liberdade ..... Essas coisas legais e tal. Hahahahahahahah. E o querer bem? Cara, o querer bem é complicado. Digo isso por experiência própria, porque o fato de você querer bem a alguém não significa que você não a ame ou não esteja apaixonado/a por ela, não é mesmo? Mas se você virar para o/a outro/a e disser apenas que lhe quer bem, aí danosse. O mundo desabou!!! Ah, porque você não me ama, você não está apaixonado por mim. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!
Eita sentimentos complicados esses, não? Em meio a tantas perguntas e questionamentos, descobri juntamente com outro ser lindo, que a gente vive simplesmente. Vive!!! E o fato da gente estar vivo significa viver intensamente todos os momentos e aí, e aí? Aí é que se estar bem significa dizer que ama alguém em trinta segundos, um dia, duas semanas, um mês ou cinco anos, então diga. Diga por que é o que você sente. É isso. Sem amarras ao tempo. Mas antes, por favor, tenta explicar isso a ele/a. Porque a gente tem que se sentir bem sempre, mas nunca deve machucar ninguém. Se a outra pessoa não conseguir fazer essa mesma reflexão que você, já era!
Você vai acabar só! Mas também se isso tiver te fazendo bem...
OBS: Complicado né? Mas esse é o meu sentimento de agora. Depois? Nem sei!
Já o amor é um sentimento mais forte, mas que vai sendo construindo aos pouquinhos, de grão em grão, é aquela coisa assim, que se resume sempre em: companheirismo, amizade, confiança, liberdade ..... Essas coisas legais e tal. Hahahahahahahah. E o querer bem? Cara, o querer bem é complicado. Digo isso por experiência própria, porque o fato de você querer bem a alguém não significa que você não a ame ou não esteja apaixonado/a por ela, não é mesmo? Mas se você virar para o/a outro/a e disser apenas que lhe quer bem, aí danosse. O mundo desabou!!! Ah, porque você não me ama, você não está apaixonado por mim. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!
Eita sentimentos complicados esses, não? Em meio a tantas perguntas e questionamentos, descobri juntamente com outro ser lindo, que a gente vive simplesmente. Vive!!! E o fato da gente estar vivo significa viver intensamente todos os momentos e aí, e aí? Aí é que se estar bem significa dizer que ama alguém em trinta segundos, um dia, duas semanas, um mês ou cinco anos, então diga. Diga por que é o que você sente. É isso. Sem amarras ao tempo. Mas antes, por favor, tenta explicar isso a ele/a. Porque a gente tem que se sentir bem sempre, mas nunca deve machucar ninguém. Se a outra pessoa não conseguir fazer essa mesma reflexão que você, já era!
Você vai acabar só! Mas também se isso tiver te fazendo bem...
OBS: Complicado né? Mas esse é o meu sentimento de agora. Depois? Nem sei!
Carmelita Oliveira
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Hello everybody!!!
Cada um é capaz de traçar sua própria trajetória sexual, mas algumas semelhanças são bastante comuns, independente do gênero ou opção sexual. Pois bem. Pra começar nós já nascemos de um ato sexual em si. Mas até aí somos santinhos jogados no mundo cão. Mais cedo ou mais tarde, chega um momento que nos tornamos "sexualmente ativos". Vá lá que esse nome aí que dão é um saco e que a vida vai além desse rótulo doidão, mas caiu na boca do povo, né gente?
Então tá, para as mulheres, é um momento tendencialmente mais glamouroso com direito a dores e muitos primeiros amores. Ou não, né? O mundo está mais permissivo com a falta de príncipes encantados. E aí aquele cara que te "comeu" – o tentou [vai saber ] - vai ser o homem da sua vida pelos próximos meses, até você perceber que ele não serve pra "pica" nenhuma. Ai você esquece ele, procura outros caras, mas só dá pra namorado(s). O tempo passa, a vida vai te enchendo o saco, você não tá mais nem aí pra "caralho" nenhum. E dá pra qualquer um. Esses sarrinhos na escola vão virando peça de museu e algo mais concreto começa a te fazer muita falta. A sua lista de "picantes" cresce no celular, e você pensa consigo: "porra, eu adoro essa tal de modernidade"...
Mas é, caros picadores e xanas picadas, o mundo gira bem veloz e, pode ter certeza, Perfídia é a porta-voz de apenas meia dúzia de mulheres corneadas que ainda querem acreditar numa coisa mais sentimental. [Oi? Não leu meu perfil? ] Mas hoje aconteceu uma paradinha muito esquisita. Eu pensei que era uma mulher moderna, que falar de sexo era muito legal e que no fundo não tava nem aí pra nada. Mas tirei um sarrinho bacana com um carinha hoje que até rola uma afinidade e tal. Eis que a criatura começa a se utilizar de um orifício obscuro que pertence a minha pessoa. Minha pessoa nunca gostou abertamente disso... [Acho até que nem percebia a vida-além] Até porque "quem bota o dedinho..." Foi assim antes, né? Porque não agora!?
Mas ttáa, eu viajo muuuuuito no beijo da criatura. E ele me dispersou assim. Não sei, acho que me joguei. Me joguei muito. Consegui esquecer todas as putas que dão o fiofó, e etc e tal. Foi bom pra caralho. Ele não passou do limite instaurado. Isso fez alguma diferença. E não me senti mais do que sou. Uma ex-moça que iria casar. Depois de tudo fiquei com uma ressaquinha sexual. Sabe uma vergonha que dá, de repente, sem saber a origem? Acho que todos os séculos que não nos permitiram falar, agir, e pensar como seres "sexualmente ativos" devem ta armazenado em algum lugar do meu cérebro.
Enrolei pra dizer. Hoje fiquei com vergonha pra burro. Mas já passou. Foi só um draminha. Mas não vão pensando que vai aumentando aí não. Meu fiofó fica intacto a espera do prometido (O meu terceiro marido, em 2039, eu li na íris do meu olho!!) .
Falei. O grito é: deixem de queiiiiiiijo, porraaaa!
Falei. O grito é: deixem de queiiiiiiijo, porraaaa!
Perfídia Maria
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Tire o seu carro do caminho que eu quero passar
Pais e mães do Brasil e do mundo, quando forem deixar seus amados filhos na escola, e a escola ficar numa das ruas principais da cidade, sejam rápidos, ou estacionem dentro da escola.
Simplesmente eu não aguento mais engarrafamento às sete horas da madrugada, porque os pais e mães e filhos demoram muito em suas despedidas e atrapalham todo o trânsito e, consequentemente, todo mundo.
Maviosa Grulha
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